DICAS DE SAÚDE

Protetor solar

O protetor solar é necessário em qualquer época do ano. Um estudo norte-americano revela que o risco de câncer aumenta ainda mais quando a pessoa está em altitudes elevadas, como atividades de caminhadas numa montanha, como na exposição solar prolongada. É importante evitar o sol no período que vai das 11h às 15h, quando seus raios são mais intensos. A proteção deve ser completada com o uso de boné ou chapéu, camisa de manga longa e calça comprida de tecidos leves, especialmente se existir tendência familiar ao câncer de pele.

 

 

O cuidado está na escolha do protetor solar, que deve ser de um laboratório conhecido, e ter alto índice UVA, indicado pelo PPD, e UVB, indicado pelo valor do FPS. O consumidor deve observar ainda as indicações especiais, como tipo de pele, resistência a água, se são indicados para crianças e se são dermatologicamente testados. Um produto eficaz para proteção de queimaduras em peles claras deve ter FPS 30 ou mais e ser reaplicado a cada 2 horas, ou após cada mergulho ou transpiração excessiva, por exemplo.

 

 

No verão, é preciso aumentar o FPS, caso haja exposição intensa, assim, deve-se usar FPS 30 ou mais no rosto. O filtro solar precisa ser aplicado meia hora antes da atividade. Quanto mais branca for a pele da pessoa, maior deve ser o fator de proteção. O protetor, em um país ensolarado como o Brasil, deve ser usado até em dias nublados, pois 80% das radiações ultrapassam as nuvens.  A quantidade de produto dever ser suficiente para cobrir toda a área e ele dever ser repetido a cada duas horas, independente do fator de proteção.

 

 

Os géis e séruns não têm tanta resistência a água e vento, por isso são mais indicados para pele oleosa e mais no dia a dia. Em exposições prolongadas, como praia e atividades esportivas e aquáticas, os produtos cremosos são melhores.

 

 

Dependendo da cor da pele, o fator de proteção precisa ser maior. Peles mais claras devem utilizar FPS 30 ou maior, dependendo do quanto se expõe ao sol. Já em peles negras, o FPS 15 é suficiente. Como o brasileiro tem mistura de muitas raças, quanto maior o FPS mais seguro.

 

 

O principal pecado que uma pessoa comete para se proteger é NÃO USAR Filtro solar. Se a pessoa não se proteger, como consequência imediata ela terá uma queimadura solar com vermelhidão, dor, bolhas, descamação, manchas claras e escuras, sem bronzeado. Como consequência tardia, podemos destacar o foto envelhecimento, terreno fértil para o câncer da pele. O foto envelhecimento traduz-se por um envelhecimento acelerado da pele com ressecamento, diminuição de sua espessura  e tônus, flacidez por perda de fibras colágenas, rugas, manchas e surgimento de vasinhos dilatados na face. A radiação solar é acumulativa e pode levar a degenerações que se transformam em câncer de pele.

 

 

Além dos bloqueadores solares, hoje com FPS 70, 80 e até 100, que ajudam muito na proteção da pele, as roupas são o grande aliado de quem precisa se proteger, pois existem tecidos especiais que agem como bloqueadores solares e mantém o efeito por horas mesmo na água. Estes tecidos são usados para confecção de camisetas, bonés, maiô, entre outros itens de proteção e são vendidos em lojas especiais.

 

 

Suspender de imediato uma nova exposição solar; tomar banho frio com sabonetes próprios para bebê ou para peles sensíveis; hidratar muito bem a pele após banho, com cremes pós Sol; compressas geladas com chá forte de Camomila, rico em Azuleno (que tem propriedades calmantes); ingerir muito líquido e repousar; usar roupas leves e ventiladas, não apertadas, de tecidos nobres como algodão, linho ou seda. Se apresentar bolhas na pele e febre, deve-se procurar orientação de um dermatologista.

 

 

O ideal é tomar banho de sol antes das 10h e após as 15h, porém se preferir permanecer ao ar livre, o ideal é optar por ficar na sombra nesse intervalo, como um guarda-sol ou varanda, e reaplicar o filtro solar com maior frequência. O uso de chapéu e óculos escuros também ajudam na proteção.

 

 

Fonte: Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica