DICAS DE SAÚDE

Trombofilia

A Trombofilia se apresenta de duas formas, hereditária (genética) e adquirida (pelo uso de estrogênios, terapia de reposição hormonal, viagens aéreas prolongadas (por causa da pressão), cirurgias, imobilização e também a gravidez.

 

Para esclarecimento, a Trombose é a formação ou o desenvolvimento de coágulos sanguíneos e a Trombofilia é a propensão a desenvolver trombose ou outras alterações em qualquer período da vida, inclusive, durante a gravidez, parto e pós-parto, devido a uma anomalia no sistema de coagulação do corpo e ela pode ser desencadeada por diversos fatores que aumentam a coagulação do sangue.

 

A trombofilia é classificada como hereditária quando se demonstra a presença de uma anormalidade hereditária que predispõe à oclusão vascular, mas que requer a interação com outro componente, hereditário ou adquirido, para desencadear o episódio trombótico. Quando a trombofilia é adquirida o quadro mais comum é o da síndrome antifosfolípide, ligada à produção de um tipo de anticorpo que estimula a coagulação.

 

Muitas vezes a Trombofilia não apresenta sintomas, mas fique alerta para os seguintes sinais:

– Inchaço, geralmente em apenas uma perna;

– Dor na perna ao caminhar, ficar em pé ou em repouso;

– Aumento da temperatura no local;

– Dilatação das veias superficiais;

– Pele azulada ou pálida na área que está inchada e dolorida;

– Dor e endurecimento no trajeto da veia suspeita de ter o coágulo.

 

Esta doença pode provocar diversos problemas: Trombose venosa profunda e superficial; Acidente vascular cerebral; Embolia pulmonar, que pode ser fatal; Complicações na gravidez (retardo do crescimento fetal, abortamento, perda do feto, início precoce de pré-eclâmpsia grave, descolamento de placenta).

 

Durante a gravidez, o problema costuma ser assintomático, dificultando o diagnóstico,  o que pode elevar as chances de complicações na gestação, na gestantes existem maiores possibilidades de desenvolvimento dessa doença, o risco é que os coágulos obstruam os vasos sanguíneos, causando o entupimento das veias dos pulmões, coração e cérebro materno, como também obstruindo a circulação na placenta. Como o sangue fica mais espesso, pode haver entupimento tanto das veias da mãe como obstrução da circulação do sangue que vai para a placenta. Se metade das veias da placenta  entopem, ela começa a se descolar antes da hora – esse é um dos principais riscos para grávida com trombofilia. O ideal é que o médico ginecologista fique atento ao histórcio familiar da paciente e a qualquer sinal e assim que detectado o problema, encaminhe-a para um hematologista ou reumatologista.

 

Para detectar se há algum tipo de trombofilia, o médico deve pedir uma complexa investigação laboratorial. A partir da descoberta da doença é essencial o acompanhamento de um especialista.

 

O tratamento é feito com medicamentos anticoagulantes ou com antiagregantes plaquetários para evitar a coagulação sanguínea e prevenir a formação de trombos e no caso da trombofilia adquirida, o tratamento deve incidir também sobre a causa do problema. Durante o tratamento são feitos exames de sangue para avaliar se os anticoagulantes estão fazendo o efeito desejado.

 

Exames laboratoriais que auxiliam no diagnóstico de Trombofilia:

Mutação no gene do Fator V de Leiden

Mutação no gene Protrombina (Fator II)

Mutação no gene Metilenotetrahidrofolato (MTHFR 1298 e 677)

Anti Coagulante Lúpico

Antifosfatidilserina IgA/IgG/IgM

Anticardiolipina IgA/IgG/IgM

Proteína C

Proteína S

Tempo Tromboplastina Parcial Ativada (TTPA)

Anti-Trombina III

 

Fonte: Ministério da Saúde